Como ser um líder engajador?
- Lucas Melara
- 6 de abr. de 2021
- 3 min de leitura

Em tempos de mudança rápida e contínua como os que vivemos atualmente, liderar torna-se cada vez mais importante e, também, mais desafiador. O líder de hoje em dia precisa ter um olhar para a empresa, para o negócio, para a produtividade que precisa alcançar a fim de atingir os resultados esperados; e outro olhar para o colaborador, para a pessoa humana que está sob sua condução, a quem ele precisa inspirar e desenvolver até que esse colaborador atinja seu grau máximo de excelência e tenha uma performance cada vez melhor no trabalho e na vida. O poder que seduzia o líder do século passado cedeu lugar à responsabilidade por sua equipe, que vai além dos limites da organização, transbordando para a vida social e familiar de cada um do grupo. Um líder engajado é gestor: estabelece metas e indicadores, mensura resultados e avalia performance. Esse mesmo líder é também coach: conduz cada um de seus liderados ao autoconhecimento, para que eles saibam quais são seus talentos, seus valores, seu propósito, ajudando-os a desenvolver as competências que lhes faltam para chegarem ao estado de excelência. E, por fim, esse líder engajador é também o mentor de sua equipe, na medida em que se dispõe a compartilhar seu conhecimento com ela, esclarecendo dúvidas, debatendo novas ideias, orientando sobre cursos, leituras e atividades extras que podem engrandecer o conteúdo intelectual e técnico de seus colaboradores. O líder engajado precisa exercer, simultaneamente e com paixão, todos esses papeis. Por isso, o líder precisa estar muito bem preparado para desempenhar suas atribuições de maneira satisfatória (para a organização, para a equipe e para si mesmo), ou não ficará muito tempo em sua posição. Na minha trajetória como advogada trabalhista, consultora de desenvolvimento humano e coach, tenho visto muitos líderes que alcançaram essa posição porque eram excelentes técnicos, porque detinham o conhecimento e a habilidade da área que agora comandam. Mas, a esses líderes, faltam as competências comportamentais essenciais para uma liderança engajada. Infelizmente, a história vem se repetindo há alguns anos em empresas de pequeno, médio e grande porte, em todos os segmentos de mercado. Líderes que sabem muito de máquinas, de ferramentas, de processos, de sistemas, de mercado, mas sabem pouco, muito pouco, de pessoas. O resultado dessa liderança desastrada é uma equipe desmotivada, um ambiente de conflitos constantes, no qual o líder não consegue atingir as suas metas e onde ninguém consiga dar o melhor de si. Não são poucas as vezes que o colaborador se demite do líder e não da empresa; também são comuns os processos trabalhistas motivados pelo líder que não soube tratar as expectativas e as peculiaridades do então colaborador e agora reclamante. Os prejuízos, nesses casos, são muitos: financeiros, emocionais e pessoais. Isso acontece porque o trabalho é um dos caminhos para a realização pessoal do ser humano e, quando essa trajetória é tensa e estressante por conta de uma liderança que desqualifica e pune, a ‘alma’ do trabalhador adoece. Nessas situações, todos perdem: o trabalhador, sua família, a empresa, a sociedade, o Estado. Portanto, é melhor investir em desenvolvimento através do coaching, em treinamento de liderança, em avaliação através de assessment, em pesquisas de ambiência... Enfim, em tantas formas de desenvolver competências comportamentais que farão toda a diferença na carreira, na produtividade da organização e na vida. Pense nisso!



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